digitação original: 02/12/1998

Jorge Sampaio, o último fidalgo - (crônica histórica)

Wolmar Olympio Nogueira Borges

Há um  perpassar de tristeza pelos socavões históricos de Petrópolis.

Com a figura de Jorge de Souza Ferreira Francklin Sampaio, morto aos 96 anos de idade, desapareceu parcela viva da memória da Cidade Imperial. Personalidade ímpar encarnou, em vida, os singelos valores, apanágio dos homens que assimilaram o perfeccionismo pedagógico do Império e suportaram as agruras libertárias no início da República.

Ninguém representou melhor a cidade serrana, do que ele, cidadão petropolitano. Médico, conhecedor de artes plásticas, pianista, tenor de circunstância, era homem de consciência, do diálogo e da palavra.

A sua prosa, rica de informações, fazia por realçar a História Pátria ao desvendar o significado das coisas imperecíveis, e dar perpetuidade às aspirações, tangíveis, dos ancestrais, tão necessárias para a nacionalidade.

Por divina eleição do destino representou a sua época, condensando em si as virtudes domésticas, cívicas, repositório que foi dos esplendores morais da sociedade. E soube viver com discrição e modéstia.

Homem sem desgostos, inexaurível nas atenções, afinado com as belezas da existência, cônscio de seus deveres – a lhanura de seu procedimento provinha da simbiose que praticava entre a contemplação do passado e o exercício do presente.

A atmosfera do Império que lhe amoldou a personalidade, tanto quanto, os entreveros da República a conduzirem sua vida, fizeram com que o sentimento afetivo, nele, se apresentasse aguçado pelo cunho da autenticidade.

Não era homem de disputas estéreis e nem nascera para perseguir posições de prestígio pois já representava, pelo berço, aquela interação antevista por Goethe, aurida na fidelidade ao “sonho da juventude”, herança européia misturada ao despretensioso comportamento brasileiro que aflorou na sociedade de Petrópolis, assimilação que é a razão de sua grandeza.

É este o sentido profundo que o fez identificado a harmoniosa Cidade Imperial, transcendência a torná-lo partícipe da misteriosa vibração poética, impregnada nos ares serranos, que devolve à alma o bálsamo para as vicissitudes da existência, e de tão simples se iguala aos riachos que refletem margens multicoloridas, as paisagens, a nobre magnificência de construções seculares, e nomes tutelares do lugar, a exemplo do padroeiro, franciscano ibérico, São Pedro de Alcântara.

Desde os meus tempos de estudante, no Colégio S. Vicente de Paulo, em Petrópolis, à época da 2ª Guerra Mundial, nos repetidos fins de semana passados em Corrêas, aprendi a observar, no Jorge Sampaio, a sua cativante distinção e afabilidade para com as pessoas.

Admiração consolidada face às reuniões, costumeiras após as missas – (celebradas pelo pároco e acolitadas pelos coroinhas Rogério Marinho e Sabino Carvalho) – tanto no adro da igreja de Corrêas, quanto na varanda da casa dos Castilho de Carvalho, meus parentes pelo afeto, ou no recesso dos lares de amigos, sob alegria de intermináveis e descontraídas conversas.

Manhãs domingueiras, cintilantes, testemunhas de um mundo sentimental que não subsistiria àquela geração saudável e generosa, de cidadãos a se agitarem atentos e preocupados pelo bem comum, em dias límpidos e lavados, mas ignorados do significado da sinfonia dos ventos que embalava o coração do estudante sensível, integrado ao meio, mas saudoso do lar mineiro, portanto à procura do pouso e do aconchego para realizar os ideais.

Contudo, nem o farfalhar das árvores ou a algazarra das conversas de tão ilustres senhores, que relatavam acontecimentos, criticavam, sem circunlóquios as ações políticas, pouco valiam no momento da tentativa de sufocar o ronco surdo e pesado no chão, quando o trem-de-ferro da E. F. Leopoldina, ao subir e descer das terras de Minas Gerais, chegava trepidante ao cortar ligeiro a pracinha do lugar.

Jovem, ainda, eu participava do ambiente. E reconfortado pelos ruidosos parentes de coração – avós, tios e respectivas esposas – os Castilho de Carvalho (Luiz, Amador, Armando (Bêca), Sabino, Adalberto, Lourdes, Jandira, Ernani, Juca, Gilberto), João Carlos Vital, Urbano de Pedral Sampaio, Cesar Damasceno, Edgar Ribeiro de Castro Queiroz, José Olympio Borges, o meu querido pai sempre presente no início das férias de fim de ano, assim como, vez por outra, Mocinha de Lacerda, Nina de Sampaio Holliday, dedicado Gabriel Bastos, médico, pai da linda Madalena, Nair de Teffé, Pádua de Chagas Freitas, Alicinha Mendes da Rocha, Danton Coelho, Gestal (Nassinho) e outros – podia  distinguir as refinadas e sábias atitudes de Jorge Sampaio, amigo de todos.

E, também, na esteira das mercês familiares visitava, por vezes, na companhia de meus tios, a fazenda Bonfim, recanto mágico, aonde, ele, Jorge Sampaio, esposa, filha e familiares se refugiavam.

Mas, eu me perguntava a mim mesmo, - até quando persistiria no coração aquele universo de emoções a começar na igreja, a se estender pela rua, através de solarengas vivendas, desde o vetusto solar do Padre Corrêa, já do domínio do Dr. Luiz Azambuza Lacerda, passando pela chácara de Castilho de Carvalho Jr.  ex-prefeito de Petrópolis, pelas casas do Irineu Marinho, dos Monteiro de Carvalho, dos Lourenço Jacobina Lacombe, dos Braconnot, pelo palacete da Odete Monteiro, e a dilatar-se naturalmente na direção do poço do Imperador e dos Ferreiras, adiante, aonde algumas belas e severas senhoras, conspícuos senhores e a mocidade bem comportada, de então, nos dias ensolarados, alegravam-se derredor a cachoeira – para dali, continuar morro acima, no caminho ladeado de pinheiros e ciprestes europeus, a subir e a se elevar até ao alto na clareira da serra, à sombra da pedra Açú, término e centro de irradiação da Fazenda Bonfim, herdade magnífica de propriedade dos familiares de D. Didi (Maria de Lourdes, esposa de Jorge Sampaio), os Corrêa e Castro – e repisava na pergunta à espera de sentir consolo na resposta – até quando aquilo permaneceria pela vida afora sob a égide de sensações amoráveis?

Dizia-se que Getúlio Vargas externava aos íntimos o fascínio que o local e o estilo cenográfico da fazenda exerciam sobre ele, seduzido pelos verdejantes gramados salpicados de flores multicoloridas, belíssimo panorama agreste realçado pela torre da capela, de características bávaras, irisação cromática muito parecida aos cartões postais da Áustria e dos Alpes suíssos.

(É de se notar, lá na residência de Carvalho Jr., ponto inicial da rua  Caminho Corrêas-Bonfim, na hospitaleira casa, cujos espaços de varandas e pilastras de seixos rolados repetiam o mesmo risco arquitetônico dos da Fazenda Bonfim, no extremo oposto, foi onde Maria de Lourdes (Didi) paramentou-se de noiva, no dia para o casamento com Jorge Sampaio, celebrado ali na capela de estilo bávaro).

Descampado, ambiente físico senhorial, palco para a prática da singeleza do procedimento de quantos transitavam por ele, expressão de requinte sentimental a encobrir o repúdio à exibição, ao aparato social, pois vivia-se longe das sombras do interesse, desvencilhado do orgulho e divertia-se sem espírito de emulação.

Apenas, a vontade ficava subordinada à expansão que se dava à indizível cordialidade.

Ritmo de uma vida sem pressa, valorizada pelo sentido justo das afeições domésticas, efeitos da mentalidade que as distinguia como fundamentais  - tanto que sobreviveram aclaradas pela vaporosa vibração da luz local e realçadas pelo ataviamento do burburinho reinante perpassado de otimismo progressista.

Ou seria efeito da tênue bruma fantasista dos que apegados à História evocam-na como precioso museu, de exemplos a seguir?

Fascínio do encantamento, eco do passado imperial bem perto, ou pálida lembrança do tempo, quando se timbrava em formar o caráter e aprimorar os sentimentos?

De que maneira disassociar Jorge Sampaio daquela ambiência?

Quem não o admiraria?

Períodos após, já estudante, na Faculdade de Direito, no Rio de Janeiro, a coincidência do destino fez com que nossas vidas voltassem a se cruzar: em reuniões cívicas, nas associações culturais, na Biblioteca Nacional, no Museu, no I.H.G.B. ou, recentemente, em solenidades de cunho monárquico.

E, a cada vez de encontros, as conversas tornavam-se intermináveis.

A fidalguia, do ilustre bisneto do Visconde de Mauá, para com o antigo conhecido, sobrepunha-se ao formalismo diplomático para se transformar em camaradagem cimentada pela identidade de ideais, nutrida da vivência de outrora e do entusiasmo, de ambos, pelas tradições da Cidade Imperial.

À menor lembrança retornava ele, Jorge Sampaio, à História, semelhante a alguém que a ressuscitasse para confundir-se com ela própria.

Se as reminiscências evocavam os ideais longevos do Império Brasileiro, de imediato nossa imaginação transitava, com espontaneidade, pela fazenda do Itamarati e a do Córrego Sêco, coetâneas de Júlio Frederico Koeler e de Paulo Barbosa da Silva.

Por pouco não esbarrávamos, os dois, com Pedro II, Thereza Cristina, Conde d’Eu, Princesa Isabel a Redentora, Visconde de Mauá e Maria Joaquina de Souza, a sua Esposa May...

Mas, os artistas e as personalidades políticas que, de uma forma ou de outra, marcaram sua ações no tempo, tornavam-se, para ele, figuras do cotidiano.

Os lugares antigos eram re-idealizados: o Hotel de João Meyer, o Hotel Suisso de Gabriel Chiffelli, o Hotel Inglês na rua do Mordomo, o Colégio Kopke na rua Nassau, o Hotel Bragança, e adiante o Hotel Império na rua do Imperador, cachoeiras e cascatas, Itamarati e Bulhões, desde a Westphafia, o Palatinado, a Renânia, o Bingen, o Ingelheim, a Castelânea, a Mosela, até as edificações modernas atuais – o Colégio S. Vicente, o Hotel Quitandinha, a Cremerie, as fábricas, os palacetes, os pontos de encontro social e político, as pontes vermelhas, o Colégio Sion, os jardins, que tanto significavam de encantamento para os alemães de Otto Reymarus, saudosos da pátria a curtirem o gernheim, lar carinhoso, amantíssimo... gesto de beatitude, extrema contemplação afetiva... quanto espelharam o mesmo para ele próprio.

Pela palavra, Jorge Sampaio fazia por se transportar aos saraus, no Paço Imperial, no Hotel Orleans, no Palácio de Cristal, na companhia de princesas, damas, fidalgos, que davam o tom da afabilidade.

Divertimentos e enlevos, de amáveis personalidades, a acontecerem desde os idos de 1843 “um mélange de serieux et simplicité” conforme os definira a baronesa de Langsdorff, ao tempo em que a etiqueta traduzia-se pela bondade, a generosidade tornava-se compostura espontânea e a honra, a magnanimidade, a dignidade significavam prata da casa... aprendia-se a cantar, a recitar poesias, a tocar  piano, a dizer frases de espírito, a realizar a bondade, a justiça, tanto quanto a praticar a piedade e os severos princípios religiosos.

Sopro de idealização da sociedade de fecundas raízes, lastreada na educação e fundamentada no humanismo.

Primeira manifestação do lirismo burguês à brasileira, familiar, provinciano, diletante, mas contraditório do espírito da burguesia!

À verdade de que ninguém sorve o passado sem reconhecê-lo com causa absoluta das emoções, principalmente se elas vêm regadas pelos néctares da beleza moral, integridade que o doura com a aura dos valores abosulutos.

Paradoxalmente por se conservar válida a simplicidade do tempo antigo é que se descortina real o mundo novo que ora nos apraz.

Essa é a Petrópolis Imperial de hoje, por contingência presa das determinantes históricas, de ontem, ainda expostas no silêncio dos Museus, que não a impede de tornar-se contemporânea, mas conservando as características originárias oxigenadas através da cor trêmula das árvores, na estética das praças e das tortuosas ruas, na forma elegante das casas e estátuas - formosura que persiste em permanecer imutável.

Cidade símbolo, amálgama de fastos políticos significativos à nacionalidade, nela se mantém intacto o carisma, herdado das legendas imperiais, a dar elevação ao maravilhoso que povoa a sensibilidade dos brasileiros.

Já não dizia Machado de Assis que o “passado é ainda a melhor parte do presente?”

Em Petrópolis presencia-se, na imaginação dos sensitivos, o desfilar da procissão do silêncio a conduzir o andor dos tempos idos, reverência devida às virtudes e aos valores que não são transitórios, ritual sagrado a festejar o epitalâmio da graça e da alegria com o sentimento da dedicação, e sob orquestração e galas, percorre as avenidas cobertas de folhagens donde passam a brisa e a luz, que vão dar realce e compor as nuances das cores, a ostentar o valor das sombras do passado e o frescor que é o perfume do presente – pura fascinação!

Na sua residência senhorial, na cidade, à cavaleiro do rio murmurante enamorado das próprias margens debruadas de hortênsias, ou perto da fontezinha cristalina, na fazenda Bonfim que parece ter o condão de simbolizar o fluir da inteligência e do sentimento, Jorge Sampaio pisava o chão  de sua vida, a evocar os dias de fastígio, da mesma maneira que via as glórias, de antanho, passarem cantando através do vento das janelas.

A alma da terra a nutrir-se do transbordamento da musicalidade do conjunto imprimindo familiaridade e dando sentido eterno aos ideais da sociedade singela, severa, liberal, ordeira, condescendente mas austera, disciplinadora mas acolhedora, consagradamente doméstica.

Jorge Sampaio descrevia uma a uma, com minudências, as casas da rua D. Afonso, augusto filho de Thereza Christina e de D. Pedro II, hoje av. Koeler, como se tirasse do bolso o retrato do tempo, ressuscitasse da alma mensagens antigas, recordações escondidas em alentado caderno de lembranças, recheado de pétalas que ao caírem, espalhavam-se, ainda, orvalhadas.

Valorizava o antigo mas considerava de extrema significação a hora presente, e tais impressões de saudade tinham a mesma vibração daqueles que acreditavam no futuro promissor da cidade e de seu povo. Inspirava-se, talvez, nos ancestrais, grandes responsáveis pelo progresso da região.

Alimentava interesse por conservar intacto o casarão situado na av. Piabanha, do bisavô ilustre, Visconde de Mauá, e dava atenção especial, pelo significado de ordem afetiva, ao chalezinho construído no fundo do lote vazio da avenida Koeler, hoje junto ao Paço Municipal, Palácio Koeler, para onde se mudara Irineu Evangelista de Souza com intenção de, naquele local modesto, fincar os seus dias.

E o que dizer da vivenda, lar majestoso, adquirida por seu pai de Monsenhor Bacellar, seu construtor, a mais bela morada de Petrópolis edificada na mais romântica avenida do Brasil? (atualmente, encoberta, em parte, pela construção do castelinho de Itararé, à frente).

A fim de preservar a memória do Visconde de Mauá, e sua família, Jorge Sampaio acalentava o propósito de inaugurar uma fundação de caráter cultural, espécie de apoio ao Museu Imperial. A sede seria instalada no magnífico solar paterno repleto de objetos históricos, que, também, carrega saga própria.

De que modo descrever os dois salões centrais do casarão, decorados com retratos à óleo, de D. Pedro I e D. Pedro II, apelidados, por sua mãe, de salão dos Imperadores? Ou realçar-lhes, pelo valor, o lustre de 7 toneladas proveniente de um palácio real, da Bélgica, que, de tão pesado exigira modificação na estrutura da casa, a fim de garantir a sustentação daquela magnificência? E o piano Pleyell, do qual se dissera ser o mais perfeito e de melhor som do país?

Os quadros e demais peças de arte, carruagens no rés do chão, estatuetas no sótão, são retratos vivos de uma época, de grandeza humana, a exemplo da residência dos Guerra Duval e tantos outros, no Rio de Janeiro, a união do bom gosto, discrição, cultura e finura, representativos dos donos e da sociedade, deslumbramento, marca registrada do Império.

Aquela residência branca, a se destacar no verde da relva, por deferência dos anfitriões sediara o governo do Estado do Rio de Janeiro pelo decurso de dois anos – e a pedido do presidente Epitácio Pessoa, a família hospedou, nela, em 1922, o rei Alberto da Bélgica.

Orgulhava-se, ele, Jorge Sampaio, de ter recebido, lá pelo correr do ano de 1911, em Paris, as atenções da princesa Isabel a Redentora e do Conde D’Eu, isto por ocasião da visita que lhes fizeram, os seus pais.

Foi o único brasileiro a assistir; na cidade de Munich, Alemanha, em 1937, o casamento de D. Pedro Henrique, herdeiro da coroa do Império do Brasil, com a princesa da Baviera, D. Maria Elizabeth von Wittelsbach.

E se comprazia ao recontar a viagem que fizera pelo Brasil – de norte a sul – em companhia de D. Pedro Alcântara e seus augustos filhos D. Pedro Gastão e D. Isabel, futura Condessa de Paris (cujos olhos verdes parecem condensar a natureza brasileira cristalizada pela formosura moral da própria princesa), e as peripécias, patrióticas, pelas quais passaram, junto aos silvícolas do Xingú.

Em um dos últimos encontros que tivéramos, por ocasião de solenidade, na Câmara dos Vereadores, em homenagem à Família Imperial na pessoa do herdeiro da coroa brasileira, D. Luiz, após o término, no recesso de meu carro, parado à porta do edifício onde morava, à Praia do Flamengo, no Rio de Janeiro – eu, ele, Lulli, sua velha amiga, pianista filha de Arthur Rubstein, e Marina Lafayette de Andrada Ibraim, revivêramos em animada conversa até as 3 horas da madruga, acontecimentos de Petrópolis e do Rio, de hoje e de antanho, dos quais em alguns eles foram os protagonistas, e eu o espectador ativo.

E mais tempo houvera para tão gratas recordações!

Assim era Jorge Sampaio, uma personalidade amena.

A morte o surpreendeu, de mansinho, à semelhança das névoas que baixam sobre as serras – afagante “ruço” petropolitano pouco a pouco encobrindo as folhagens, as casas, as ruas, mas que nas manhãs primaveris desanuvia-se pela alvorada de sol radiante no céu de anil, renovação da natureza, cíclica, deixando a cidade às claras, devolvendo às pessoas o panorama radioso, a luminosidade costumeira.

Penumbra implacável, que amortece o homem, mas o eleva ao ressurgir a cada recordação!

Difícil seria distinguir a personalidade de Jorge Sampaio destacada dos valores emanantes da cidade de Petrópolis, o seu berço.

E é a memória que o faz e o fará presente, sempre, com a mesma postura nobre, timbre de voz característico, intermitente a sustar a respiração, sorriso espontâneo às perguntas do interlocutor.

Forma cavalheiresca de acolhimento e proteção.

A sua mensagem imperecível, de superior compostura, ficará indelével na sensibilidade – a do último cidadão fidalgo do Brasil!

Nota:

O autor é membro efetivo do I.H.G. de Minas Gerais
Membro Fundador do I.H.G. de Sabará – Minas Gerais 
Membro Fundador da Academia de Ciências e Letras de Lafaiete – MG

Membro correspondente do I.H.G.G. de Sorocaba – SP

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