digitação original utilizada para o site: 07/04/1999

Remexendo documentos de 1843-1893

Thalita de Oliveira Casadei

Cinqüenta anos após o Decreto de 16 de março de 1843 damos destaque a alguns moradores da cidade de Petrópolis e seus arredores.

O Império terminara em 1889 e a República estava em seus primeiros anos. Como viviam seus habitantes, que faziam, que pediam à Câmara Municipal  em requerimentos depositados no arquivo, tão bem organizado, da Câmara da Cidade? Logo em janeiro de 93 encontramos Albano Pereira com um circo de madeira provisório, nos terrenos do Dr. Figueira de Mello, do lado oposto à Estação da Estrada de Ferro, é uma Companhia eqüestre.

A 22 de janeiro, um Domingo, abriram o salão do Palácio de Cristal com matinée organizada por um clube  do qual eram assinantes as principais famílias que costumam passar a estação calmosa nesta cidade.

Assina a comunicação feita à Câmara, Anacleto Ferreira.

Sr. Henrique Julio Lustre era Diretor e proprietário do Polytheama Petropolitano, construído no morro da Igreja Nova. Comunicação feita à Câmara Municipal por dois senhores, Fernando Luiz dos Santos Werneck Jr. e Horácio Magalhães Gomes, que pretendem por à luz da publicidade, a começar de 1º de abril, o Correio de Petrópolis e que são os únicos proprietários redatores e responsáveis pela sua publicação.

Pedem facilitar ao repórter da mesma folha, todas as informações relativas ao serviço da Câmara, para assim poderem proporcionar à população desta cidade, tudo que lhe possa ser de interesse.

O maestro Paulo Carneiro obteve dos proprietários do Cassino Petropolitano promessa de organizar ali matinées – música em benefício da Escola de Música Santa Cecília que funciona gratuitamente em uma sala do Liceu de Artes e Ofícios; pede que a Câmara concorde com seu pedido e que não deixe de concorrer para a divulgação do ensino de música em todas as classes da população.

A Associação Religiosa e Caritativa do Asilo de Santa Isabel tem um colégio destinado ao progresso social e franqueou suas portas àqueles que ambicionam instruir-se, recebendo gratuitamente órfãs internas e externas que ocupam grande parte dos cômodos do Asilo Irmã Fagalde.

O Cônego A. Amador Bueno, da Escola Doméstica de Nossa Senhora do Amparo pede cortar 5 árvores frondosas defronte do prédio e podar as 4 restantes pela sombra e umidade que trazem às salas quase que inabitáveis e diz que a ausência dessas árvores não prejudica a sombra da rua, porquanto do lado oposto, à margem do rio, há muitas árvores frondosas.

O Senhor Conrado Frederico Hoffman, morador da travessa Garibaldi, nº 5, antiga Joinville, deseja ter um chiqueiro no fundo do seu terreno para criar um porco com as sobras de comida de sua família e é para ele de muita economia em vista da carestia da carne e toucinho que vendem por um preço despropositado, cujo chiqueiro é feito de acordo com as posturas em vigor.

O Senhor Afonso Pellegrini pede licença para vender jornais pelas ruas.

O Senhor Kurt Hartmann é ligado a indústria de encadernador e forrador.

Palmiro Bragazzi dá espetáculos de circo nos fundos da Igreja de São Benedito.

A Senhora Maria Silveira de Freitas Bessa Wangeler pede à Câmara para não lançar o imposto da décima urbana à sua casa, site à Av. Cruzeiro, nº 11 por estar desalugada.

O Senhor André Faraco era morador em São José do Rio Preto e resolveu mascatear fazenda em pouca porção e para isso pediu licença.

Em compensação, Pedro Tadelli não quer continuar com mascateação de fazenda.

Galil Dabril, era mascate e agora quer abrir loja de armarinho na rua 13 de Maio, nº 16.

João Pedro Sibi é negociante volante de gêneros de armarinho e quer abrir loja de armarinho na rua Teresa, 99.

João Jacob Wendeling era morador no Quarteirão Ingelheim e tem 2 casas geminadas e apresentou à Câmara um bom desenho e uma planta  o valor é de 6:000$000

Anelli Oreste apresentou o desenho de um telheiro para oficina de ferrador na rua Sousa Franco. Foi organizada uma festa em benefício do Strangers Hospital no Edifício Cassino de Petrópolis – baile no dia 4 de fevereiro – distribuição de bilhetes e fica à vontade a espórtula.

A Comissão era formada pelas senhoras Rosalie Gorolace, Alicia Hat, Maria José Frias, Elvira Arceland, Cecília Lago, Amélia de Faria, Condessa de Figueiredo.

A Comissão de festas dos dias 23 e 24 de fevereiro.  Kermese, venda de prendas e baile a fantasia para crianças no Cassino Fluminense Petropolitano, cedido por S. E. de Dubois.

O Senhor José Brand Filho, da Avenida 15 de novembro 199, passa a usar água da Companhia de Melhoramentos.

O Senhor Francisco Magalhães Castro mandou fazer 2 paredes de pedras na Renânia Inferior, uma de cada lado do rio com 3,30 de largura e ai se fará uma porta de madeira, passagem para a Terra Santa, Agência da Companhia Frigorífica em Petrópolis. Reclamações – eram abatedores no matadouro – André, Cristiano Pedro Roxo e Lourenço.

A matança era: domingos e dias de guarda – 20 rezes, segundas e sextas oito.

Reduziram de 1/5 que seria para o frigorífico os abatedores passaram para abater maior número para prejudicar o Frigorífico.

Foi indeferido o pedido de Manoel Antonio Magalhães que desejava uma banca de peixe fresco na Bacia, perto da ponte e debaixo da Jaqueira.

Pediu então para negociar volante, aves, frutas e legumes.

M. Le Tellier e Comp. foi fazer contrato de arrendamento na Praça Mauá, para estabelecimento de um Kursaal.

O Senhor Napoleão Werneck, Presidente da Companhia Industrial e Lavoura de Itaipava, diz que não vai ter mais carro de 4 rodas.

O Dr. Antonio Carvalho, reclamou do Sr. Ministro da Argentina, na rua Marechal Deodoro, nº 4 por causa das águas pútridas que correm do nº 2.

A Senhora D. Ermelinda Amélia e Ancêde pretende mudar o assoalho do nº 15 de rua Dona Francisca para isso pediu licença.

O Senhor José Alexandre Martins Alves era morador da antiga fazenda da Arca, tinha moinho de fubá, mas é velho.

O Senhor A. Yonam pediu licença para colocar toldo na sua loja à Av. 15 nº 139 a fim de livrar do sol os gêneros de sua vitrine.

O Senhor Miguel Detsi era engenheiro gerente da fábrica São Pedro de Alcântara.

O Senhor Jacinto Leal Sousa pediu licença para seu filho Manoel Joaquim vender doces pelas ruas e praças da cidade.

A Senhora Maria José Nunes Gonçalves, quer vender doces em Petrópolis, e diz ter botequim no 2º Distrito.

O Senhor Domingos Gonçalves Souza, morador no 5º Distrito tem negócio volante em fumo.

Scamiello e Companhia querem abrir fábrica de licor e explorar águas gasosas no Quarteirão Suiço.

João Jacob Wendeling pede colocar seu nome na lista dos mestres de obras.

Nicolau Maltis quer fazer uma ponte na Renânia Central, atravessar aí o rio e um barracão para cocheiras de vacas em seu terreno, no prazo 1806b

Antonio Gonçalves Cunha, reclamou de engenheiro que deseja modificar o alinhamento dado pelo Dr Basílio, na sua casa na Visconde do Bom Retiro esquina da rua nova que vai ter na Av. Ipiranga.

Luccas e Silva, do 5º Distrito, pedem licença para assentar máquina a vapor para beneficiar café – São José do Rio Preto.

O contra-almirante Manuel José Alves Barbosa  deseja fazer um torreão em sua casa na rua Costa Gama, 17.

Christiano Esch deseja fazer um acrescento em sua casa na rua Westfália, com feitio de Chalet e para isso apresentou uma boa planta.

Emille Alaphilyppe deseja ter para seu uso, uma carrocinha de 2 rodas e para isso pediu licença.

Daniel Felipe Theiss deseja fazer cerca de madeira em toda testada no terreno de rua Teresa 108.

João da Costa Santos não continua negócio de pombeiro volante, venda de criação, casa de quitanda e uma carrocinha puxada a mão.

Albino Francisco Soares quer armar barracão para botequim ao lado do Polytheama na Praça da Inconfidência em terreno da Câmara.

Não concordaram com a proposta.

Barcellos e companhia, oficial de carpintaria, marcenaria na rua Teresa 165 e 175 quer construir no terreno da casa nº 15 do Palatinado Inferior, pertencente a viúva Krauss, um barracão de madeira para uma pequena fábrica de tecidos. Apresente uma planta detalhada.

Felipe Weber quer fazer paredão em seu terreno na rua Souza Franco perto da linha férrea de E. de F. Leopoldina.

O Barão da Saúde quer levantar telhado no cômodo, nos fundos de sua casa, à Av. 28 de Setembro, 11.

Antonio Gomes Ferreira Dias quer comerciar aves, ovos, volantemente.

O Senhor Joaquim Valadão, liquidante da Companhia Progredir Petrópolis, quer aterrar e nivelar os terrenos da companhia no Alto da Serra.

Domingues e Bretz querem abrir fábrica de queijos na rua Paulino Afonso.

O cidadão italiano João Baroni quer montar estabelecimento para massas alimentícias no Morin, em terrenos de H. Sutter, por ele arrendado e apresenta junto ao pedido, um bom desenho.

Pedro José Gomes Roxo com açougue na rua dos Protestantes, 13 de Maio, tem grandes compromissos de fornecimento de carne verde ao Hospital Santa Teresa, Colégio do Amparo, Hotel Bragança.

A Companhia Petrópolis Fabril, pelo seu Diretor técnico, João Vieira Barcelos, pede construir ao lado do rio Gusmão um tanque para ali montar caldeiras da fábrica de linhas.

Ana Maria Francisca quer vender angu aos domingos e todas as manhãs, aves e quitanda, na agência do açougue do frigorífico e tem consentimento do dono da casa.

O Senhor Francisco Canalda, deseja vender refresco, café e sorvetes pelas ruas e bem estacionar em pontos considerados praças. Quer também modificar negócio e ser volante com auxílio de um animal.

José Martins Jordão, empregado do Dr. Buarque de Macedo diz que o fiscal recolheu 5 cabritas e um carneiro que se achavam apascentando na rua.

A Senhora Otília Theiss, dona do prazo 2643, no Palatinado Superior, pede reabrir o seu caminho.

Vitório Zavarise, quer fabricar massas em pequena escala em sua padaria, na Cascatinha.

Pedro Joubert possui fábrica de gelo no Quarteirão Renania Central e quer melhorar força motora do maquinismo do estabelecimento.

James Mitchell e Enock J. Rector querem concessão para uso das águas do rio Itamaraty onde está a cascata, para montar estabelecimento para força e luz .

Apresentaram grande mapa com o traçado.

Fernando da Rocha Miranda, ex-arrematante da conservação da Estrada União Indústria, cede à Câmara por 2.000$000:

1 – Uma casinha na Westfália. 
2 – ferraria completa.
3 – Picaretas diversas
4 – Três carros perfeitos e 2 pequenos.
5 – Quatro jogos de arreios.
6 – Dois animais para carroça.

Antonio Almeida Silva possui prédio na rua Nassau “Caminho dos banheiros” no valor de 3.500$000, o construtor foi João Jochen.

Manoel Alves Marques pediu licença para negociar criações de galinhas e  porcos com uma carrocinha pelas ruas da cidade.

José Clevery possui fábrica de destilação de aguardente, engenho de secar café e moinho de fubá.

O bacharel Enéias de Arrochelos Galvão, avisou que está vazio seu prédio da Av. Ipiranga, 40. Seu inquilino foi o professor de francês, Joseph Bousquet e mora em casa de propriedade do Sr. D. Pedro de Alcântara.

O Sr. Manuel de Guastavino, diz que não quer mais exercer profissão de arquiteto nesta cidade.

José Joaquim Pereira, era empreiteiro de obras de Jorge Luiz Teixeira Leite, concluem 300 metros cúbicos de terra na Lagoa do Frei José, na Terra Santa.

Os senhores Sassmanshanseu e Sixel têm botequim com bebida à rua 14 de Julho, nº 23.

João Galvani era fotógrafo ambulante e para isso pediu licença.

Os senhores Haman e Baldner têm açougue e salsicharia na Av. 15, 42 e pedem para abater no seu estabelecimento.

Carlos Balter pede licença para fazer ponte sobre o rio no Quarteirão Brasileiro em terreno de sua propriedade.

Henri Diamanti quer construir um barracão para depósitos de materiais de fábricas de tecido da Companhia Petropolitana e apresenta uma planta bem desenhada.

João Orrico era oficial de sapateiro instalado na Av. 15, nº 40.

João Morsch diz que não é mestre de obras e sim trabalhador pedreiro a jornada.

João Jacob Wendeling e Cia, querem abrir oficina de carpinteiro na travessa Piabanha, perto da Praça Wisbaden.

Joaquim Borges Carvalho é tutor dos filhos do Dr. Jorge Mirandola (Alfredo e Jorge) que possuem o prédio de Westfália, 34. Desenho de bela fachada foi apresentado.

José Henrique Delvô com casa no Córrego, sita do lado da Mosela, caminho que vai sair nas Duchas.

O Barão Pedro Afonso apresenta planta de cocheira a ser feito no alto do morro, na rua Teresa, 45. Eram situados no porão da casa.

Anacleto Ferreira comunica que no dia 22 de janeiro, domingo, o salão do Palácio de Cristal – Cassino – abre-se com matinée organizado por um clube das melhores famílias que aqui passam a estação calmosa.

Antonio José Corrêa Lima era procurador de D. Ana Arruda da Silveira, proprietária do prédio onde se acha o Hotel Milles, (Av. Marechal Deodoro) e precisa consertar o telhado.

Dr. Carlos A. Hastings da rua 7 de Abril, 44, reclama que cortaram água.

Ernesto Sassmanshausen foi multado por matar 2 porcos sem licença e exposto à venda a carne (102 quilos), foi apreendida.

Frederico Guilherme Lindscher quer construir casa para fábrica de gasosa e guardar barris vazios, caixas e mais o necessário para sua fábrica.

Henrique Witte comprou a Pedro Esch uma sub-divisão de um prazo.

Anasio M. Magalhães proprietário da fazenda Samambaia situado a 7 quilometros de Petrópolis e a casa principal é bem afastada. São 700 braças de frente e 1.500 de fundos – é uma fazenda.

O Comendador Fernando da Costa Abreu Magalhães tem o prédio ao lado do Hotel Orleans em uma rua nova cujo nome é Rua do Encanto.

Nicolas Schoflo é mascate, mas por doença se retira e pede seu lugar para Antonio Jorge Daber.

João Brunner da Rua Ipiranga, 54. Cria porcos e tem chiqueiro.

João Gonçalves Teixeira pede licença para venda de peixe pelas ruas.

Henrique Meschick pede licença para ter oficina de pintar na rua Westfália, nº 17 – Miguel João Albano é mascate de fazendas e armarinho, na  Av. 15, nº 71

Os moradores do Quissamã e do Itamaraty pediram iluminação, e assinaram: Guilherme Bauer, Manuel Fernandes Carneiro e muitos outros.

Frederico Stumm, da Av. Westfália, 15. Cria porcos e teve multa.

José Gomes Veiga, quer fazer chiqueiro no terreno de sua residência, no Quarteirão Suiço, 57.

Manoel Domingos Brás, tem um porco no chiqueiro do seu terreno da Renânia, perto das Duas Pontes.

Joaquim de Mello Franco quer fazer muro e gradil de ferro em volta do terreno da chácara nº 2, com frente para a Av. 7 de Abril e parte de Piabanha.

Frederico Francisco Lopes quer ter carro para condução de mercadorias que transporte como comissário.

Castroni e Silva, querem abrir botequim no circo de cavalinhos de Albano Pereira.

Luiz Elbertt diz que nunca teve oficina em sua casa e dá como testemunhas os mestres de obras Pedro Deschaps, Carlo Kling, Pedro Kronemberg e mestre Paiva.

Albano Pereira, quer armar circo de madeira provisório em terreno de propriedade do Dr. Figueira de Mello, lado oposto da Estação de Estrada de Ferro, sua companhia Equestre.

Francisco Piola, precisa desmanchar casa na Renânia Central para armar na Renânia Superior, perto da Ponte dos Fones, no terreno de Nicola Malties.  Apresenta boa planta e o valor é de 3:000$000.

Carlos Schafer diz que é muito baixo o caminho diante de alguns prazos de Rua Westfália ao lado dos padres Paiva. Pede licença para nivelar o trecho.

Obteve a licença.

José Amaral Palmerim pediu licença para expor ao público um Phonografo de Edson como divertimento público.

Helena Spangenberg, herdeira de Carlos Spangenberg teve água concedida pelo Banco Construtor.

Guilherme Maul quer muro no seu terreno na rua 14 de Julho e reboque e caiação no nº 77.

Henri Diamanti apresentam um belo desenho pois deseja construir dentro dos terrenos da Fábrica e fora das ruas, um anexo para servir de escritório.

O valor é de 5:000$000. Ele era superintendente da fábrica Companhia Petropolitana.

Antonio Pereira Campos apresenta belo desenho e planta com linda fachada, pois quer construir nos seus terrenos de Renânia Inferior uma fábrica de cerveja. O valor é de 19:600$000.

Madame Berta Doerzapff tem pensão na Av. 15. nº 84.

Luiz Istrone, tem na Av. 15, nº 32, Hotel e Hospedaria “Estrela do Norte” que pode ficar aberto depois das 10 horas.

George Beresford, na Av. 15, nº 71 possui pequeno Hotel com poucos quartos.

Guilherme Eppinghaus quer colocar toldo no negócio de fazenda e armarinho, na Av. 15, nº 143.

Luiz Carlos Spangenberg parou seu moinho de fubá e café.

José de Azevedo Loureiro Canedo tem um terreno de sua propriedade,  moinho à margem do rio Piabanha e precisa de água do mesmo.

João Brunner, relojoeiro e loja de jóias na Av. 15, 62.

Luiz Lorentino Nascimento foi vender angu de quitandeiro pelas ruas e pede licença.

Maria Brito Maia, viúva, foi multada por ter uma porca.

Harold Mills, proprietário do Hotel Mills, na Av. Marechal Deodoro, quer ter porcos no quintal e pede licença.

Os sócios Luiz Fernando dos Santos Werneck Jr. e Horácio Gomes pedem licença para terem na Av. 15, nº 175, uma loja de papel e objetos de escritório, em pequena escala e uma tipografia, tendo também um jornal de publicidade – “Correio de Petrópolis”.

Luiz Karesgdorf diz que nos fundos de sua casa existe uma nascente d’água.

José Luiz Ribeiro proprietário e morador no Retiro, possui vários prazos foreiros ao Cel. J. Cândido Monteiro de Barros, em Carangola

André Tramu quer abrir estabelecimento de venda de poules e combinações para todos as corridas realizadas em prados desta cidade ou de outros estados e pede licença.

Vários moradores dos Quarteirões Worm e Palatinato são pobres na maioria e falam sobre impostos e da medonha crise que atravessam.

Eram eles Felipe Faulhaber, João Paulo Best, viúva Best, viúva Esperched, viuva George Kraus, Lourenço Hingel, Felipe Brand, etc.

Representação dos moradores de Mosela e Bingen contra imposto predial.

Francisco Mayworm diz que existe uma grande baixada em frente ao seu prédio na Westfália e pede regularizar o leito da rua.

Emilio Zanatta, quer negociar com ovos, aves, pássaros como mercadoria volante.

Henrique José Rippel quer vender seu tilbury de praça, nº 22 para Antonio de Almeida da Silva.

A Companhia Fábrica de Tecidos São Pedro de Alcântara quer prolongar 5 metros na parte superior do Chalet à montante de sua fábrica e construir um edifício para oficinas de reparações em planta, obra no valor de 6:000$000.

Muito boa planta do Chalet e oficinas.

André Koslocsky em dono de uma casa à Av. Cruzeiro, 45 alugado e Paulo Boetzer. João Cristiano Ferdinando Fenkermann quer ter um chiqueiro, calçado, acimentado, a mais de 30 metros distante da casa mais próxima, esgoto, caixa d’água.

Ana Lentz foi multada por ter chiqueiro no Hotel por ela dirigido, retirado mais de 30 metros, lavado diariamente, só não é acimentado.

José Lucas foi multado em 50$000 por ter um porco mas não paga porque está longe da residência dos vizinhos e no alto do morro.

O mesmo aconteceu com a viúva Kallembach por ter chiqueiro de porcos.

José de Oliveira Motta Azevedo foi multado por ter um leitão nos fundos de sua casa, em lugar limpo e sem licença.

Luiz Antonio Gomes Campião tinha chiqueiro de paus roliços e não de cimento, daí a multa.

Conrado Paiffer, negociante morador à Av. 15 de novembro tem chiqueiro de 60 metros distante de sua casa e vizinhos, 60 metros no morro ventilado, torneira de água abundante.

A Irmã Fagalde quer ter porcos no Colégio Sta Isabel e mandar fazer um chiqueiro conforme as posturas.

O Senhor Miguel Detsi era engenheiro da Fábrica de Tecidos São Pedro de Alcântara e desejava fazer muralha defronte a fábrica, no rio Quitandinha.

Victor Francisco Braga Mello, era engenheiro chefe de obras de melhoramento da cidade, quer tirar areia dos rios Palatinato, Quitandinha e Piabanha.

Rodolfo Weber era diretor geral de Companhia Fábrica de Tecidos D. Isabel, quer substituir caixa de madeira por outra de pedra. Água para caldeiras no rio Palatinato.

Frederico Guilherme da Av. 7 de Abril, quer fazer chiqueiro no quintal de seu estabelecimento.

Felipe Bretz comprou a Manoel Luiz de Resende Jr. o terreno nº 3308.

Pedro Tadelli, não quer continuar com mascateação de fazenda.

Anelli Oreste quer fazer telheiro para oficina de ferrador na rua Sousa Franco.

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