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18/07/2009

MARIA CAMPOS DA SILVA (IN MEMORIAM)

Jeronymo Ferreira Alves Netto

Faleceu em Petrópolis, na manhã do dia 13 de julho do corrente ano de 2009, a professora Maria Campos da Silva, uma das figuras de maior projeção nos meios educacionais de nossa cidade.

Nascida em Petrópolis, no Estado do Rio de Janeiro, aos 31 dias do mês de julho de 1948, era filha de Antonio Valente da Silva e de Dona Maria Assunção Campos da Silva.

Seus primeiros estudos foram feitos no conceituado Colégio Notre Dame de Sion, onde recebeu uma sólida formação moral e religiosa que iria marcar sua brilhante trajetória como docente.

Possuindo forte inclinação para o magistério, matriculou-se no Curso de Pedagogia da Universidade Católica de Petrópolis, onde completou em 1972 os Cursos de Licenciatura Plena e Orientação Educacional.

Posteriormente, dando continuidade à sua vocação iniciou e concluiu, em 1985, o Curso de Mestrado em Educação, na universidade acima citada, tendo na oportunidade defendido com grande brilhantismo sua Dissertação, versando sobre o tema “O Pensamento Pedagógico de Leonardo Coimbra”.

Maria Campos da Silva foi uma pedagoga e uma didata admirável que expunha, com clareza e objetividade, os temas inerentes às disciplinas que ministrava, fazendo de sua vocação um ato de fé e um ato de amor. Assim foi sua atuação no Colégio de Aplicação da Universidade Católica de Petrópolis, no Centro Estadual de Ensino Integral de Petrópolis, hoje Colégio Estadual Dom Pedro II, onde, além de professora, exerceu as funções de Orientadora Educacional e na Universidade Católica de Petrópolis, onde lecionou várias disciplinas, entre as quais destacamos “Educação de Adultos e Educação Permanente”, “Filosofia da Educação”, “História da Educação”e “Didática”, com invulgar brilho.

Sua intensa atividade se distribuía ainda a trabalhos administrativos dentro da área acadêmica, sendo oportuno lembrar que exerceu as funções de Vice-Diretora da Faculdade de Educação da Universidade Católica de Petrópolis, representante da referida Universidade junto ao Conselho Universitário e junto ao Conselho Municipal de Educação.

Paralelamente, ainda encontrou tempo para participar ativamente de Congressos, Seminários, Colóquios, Ciclo de Conferências, Cursos de especialização, nos quais atuou como expositora e/ou participante.

Por seu vigor intelectual e sua probidade profissional, foi admitida na Academia Petropolitana de Educação, em 28 de agosto de 1993, enriquecendo sobremaneira os quadros da mesma.

Aqueles que com ela conviveram e tiveram o privilégio de desfrutar de sua amizade a definem como uma pessoa simples, autêntica, corajosa diante das adversidades da vida e muito religiosa.

Esta religiosidade, que a acompanhou durante toda a vida, a conduzia a freqüentes visitas aos doentes, levando-lhes palavras de conforto e esperança, bem como a patrocinar enxovais de bebês às mães carentes de recursos, trabalho que ela fazia sem alarde, “pois a verdadeira caridade não tem ostentação; semelhante ao orvalho, cai sem ruído”.

Este fervor religioso a levou, no fim de sua gloriosa existência, a adotar o hábito de Irmã Leiga.

Prestando-lhe esta singela homenagem, deixamos registrado que a colocamos na galeria de nossos mais expressivos valores.

Que Deus a tenha no seu reino de glória!

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