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02/07/2002

IRMÃ LUIZA EPPINGHAUS  - IN MEMORIAM

Jeronymo Ferreira Alves Netto

Domingo, dia 7 de março de 1999, fomos surpreendidos com a notícia do falecimento da Irmã Luiza Eppinghaus, da Congregação de São Vicente de Paulo, fundadora da Casa da Providência. Partiu discretamente, como viveu, mas deixou, para todos aqueles que tiveram o privilégio de a conhecer, o exemplo de uma vida de constante amor, desvelo e devotamento aos pobres e aos doentes.

Nascida em Petrópolis, a 24 de novembro de 1899, a Irmã Luiza, que na pia batismal recebeu o nome de Alzira, descendia de uma das mais tradicionais famílias petropolitanas. Era a filha mais nova do casal Guilherme Eppinghaus e Deolinda Hingel Eppinghaus.

Juntamente com seu irmão Guilherme Pedro e suas irmãs Olga e Bertha, recebeu de seus genitores primorosa educação.

Alzira graduou-se com distinção na Escola Normal, estabelecimento de ensino do Estado, que na época funcionava em anexo ao Colégio Santa Isabel, após o que resolveu consagrar sua vida ao serviço de Deus, exercendo seu apostolado com extraordinário devotamento e eficiência.

Em 1927, preocupada com a miséria em que se debatiam as classes menos favorecidas, iniciou, com a ajuda de outras irmãs da Ordem, um trabalho pioneiro, socorrendo famílias carentes que eram visitadas em suas casas, proporcionando-lhes, além da assistência material, o conforto de uma palavra amiga.

Em pouco tempo, o número de famílias assistidas cresceu extraordinariamente, sendo amparadas pelo dispensário do Convento, ao mesmo tempo em que as crianças recebiam instrução e alimentação.

Devido as dificuldades de socorros médicos, sobretudo às crianças, foi organizado, sob a direção do competente médico Dr. João Fontes de Oliveira, um serviço de Higiene Infantil e Puericultura.

Assim nasceu – como um prolongamento do Convento localizado à Rua Paulo Lobo de Moraes – a Casa da Providência, que acabou se transformando num dos mais modernos e bem equipados hospitais da cidade.

Em 1946, a Irmã Luiza foi transferida para São Paulo, onde permaneceu até 1951, quando foi nomeada Ecônoma e doze anos mais tarde Visitadora, cargo que ocupou até 1971, quando se tornou regente da Paróquia de Itacuruçá. De volta a Petrópolis, ocupou pela segunda vez o cargo de Superiora, nele permanecendo até 1975, quando foi removida para Nova Iguaçu.

Em 1979, gravemente enferma, retornou a Petrópolis, aqui permanecendo até seu falecimento.

Todos os seus atos, realizados no desempenho de sua missão religiosa, eram impregnados do bom senso, do equilíbrio, da amorosa solicitude de sentimentos e de vivência cristã.

Pela luminosa trajetória de vida que deixou atrás de si, profundamente cristã, merece todo o nosso respeito e a nossa admiração.

A Virgem Maria, de quem era fervorosa devota, certamente já a acolheu sob o seu manto protetor.

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