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23/04/2006

CURSO DE HISTÓRIA DE PETRÓPOLIS (2)

Jeronymo Ferreira Alves Netto

Módulo II

A Povoação de Petrópolis: a fundação de Petrópolis; a colonização alemã; a obra administrativa de Koeler; a contribuição da imigração estrangeira.

A FUNDAÇÃO DE PETRÓPOLIS

O marco inicial da criação da povoação de Petrópolis foi o Decreto Imperial n º 155, de 16 de março de 1843.

Eis o referido decreto no seu texto integral, em grafia da época:

Tendo Approvado o plano que Me apresentou Paulo Barboza da Silva, do Meu Conselho, Official Mór e Mordomo de Minha Imperial Caza, de arrendar a Minha Fazenda denominada "Corrego Seco" ao Major de Engenheiros Koeler, pela quantia de um conto de reis annual, reservando um terreno sufficiente para nelle edificar um Palacio para Mim, com suas dependencias e jardins, outro para uma povoação, que devera ser aforada a particulares, e assim como cem braças d'um e outro lado da estrada geral, que corta aquella Fazenda o qual devera tambem ser aforado a particulares, em datas ou prazos de cinco braças indivisiveis, pelo preço porque se convencionarem, nunca menos de mil reis por braça.

Hei por bem authorizar o sobredito Mordomo a dar execução ao dito plano sob estas condições. E outrossim o Authorizo a fazer demarcar um terreno para nelle se edificar uma Igreja com a invocação de S. Pedro de Alcantara, a qual terá uma superficie equivalente a quarenta braças quadradas, no logar que mais convier aos visinhos e foreiros, do qual terreno lhes Faço doação para este fim e para o cemiterio da futura povoação. Ordeno portanto ao sobredito Mordomo que proceda aos ajustes e escripturas necessarias, n'esta conformidade, com as devidas cautelas e circumstancias de localidades, e outrossim que forneça a Minhas espenças os vazos sagrados, e ornamentos para a sobredita Igreja, logo que esteja em termos de n'ella se poder celebrar. Paço da Boa Vista deseseis de Março de 1843, vigesimo segundo da Independencia e do Imperio. Dom Pedro Segundo. Paulo Barboza da Silva. Conforme, Augusto Candido Xavier de Brito. (9)

(9) DECRETO IMPERIAL DE 16 DE MARÇO DE 1843. Comissão do Centenário de Petrópolis. Petrópolis, 1943.


Aos vinte e seis dias do mês de julho de 1843, foi lavrada a escritura de arrendamento da Fazenda Córrego Seco, ao Major Júlio Frederico Koeler.

O nome Petrópolis foi dado à povoação por Paulo Barbosa, conforme ele próprio confirma em um de seus escritos quando diz: "Lembrando-me de Petersburgo, cidade de Pedro, recorri ao Grego e achei uma cidade com este nome, no arquipélago Egeu, e sendo o Imperador D. Pedro, julguei que lhe caberia este nome - Petrópolis". (10)

(10) DORNAS FILHO, João. Figuras da Província. Vol I. Belo Horizonte: Movimento Editorial Panorama, 1949, p. 29.


O nome Petrópolis apareceu pela primeira vez, oficialmente, no mesmo ano (1843), através de uma portaria do presidente da Província do Rio de Janeiro, João Caldas Viana, que mandou afixar na colônia três placas:

· Petrópolis;
· Cruz da Capela dos Finados de Petrópolis;
· Cruz de S. Pedro de Petrópolis.

Ao ser fundada, a povoação de Petrópolis pertencia à freguesia de São José do Rio Preto, que era anexa à Vila de Paraíba do Sul. Em 1 º de agosto de 1845, Petrópolis foi elevada a Curato e, em 1846, quando foi criada a Vila da Estrela, Petrópolis lhe foi anexada na categoria de freguesia.

A OBRA ADMINISTRATIVA DE KOELER

Julio Frederico Koeler nasceu na Mogúncia, Ducado de Hesse, na Alemanha, a 16 de junho de 1804. Era filho do casal George Ludwig Koeler e Elise Amelung, tendo frequentado o curso de Medicina, do qual desistiu para abraçar a carreira militar, ingressando no exército prussiano.

Em 1828, como estivesse o Brasil com carência de oficiais em suas Forças Armadas, o governo contratava oficiais estrangeiros. Koeler foi um deles, trazido ao Brasil pelo então Ministro do Exército, Barão Jorge Sheaffer. Para ingressar como oficial no Exército Brasileiro, teve que prestar rigorosos exames perante uma banca, composta de examinadores respeitáveis, sendo aprovado com distinção.

A 24 de fevereiro de 1830, casou-se com D. Maria da Carmo Rebello de Lamare, em Niterói, resultando desta união um único filho, Rodrigo de Lamare Koeler, que mais tarde foi Vereador à Câmara Municipal de Petrópolis, e participou como voluntário da Guerra do Paraguai, tendo testemunhado o celébre episódio da Rendição do exército paraguaio em Uruguaiana.

Em conseqüência de uma revolta nas Forças Armadas, da qual resultou a demissão de todos os oficiais estrangeiros, permitindo a permanência apenas daqueles que se naturalizassem, fato que levou Koeler a requerer sua naturalização, retornando ao Exército no posto de 2 º tenente.

Além das atribuições militares, Koeler executou numerosos serviços de engenharia, tais como: planejamento e construção de novas estradas na região serrana e em Campos; planejamento e construção dos edifícios da cadeia, câmara e forum de Itaboraí; uma ponte sobre o Rio Paraíba do sul, no Município do mesmo nome; restauração do Atalho do Caminho Novo e outros. Foi durante este último trabalho que ocorreu o "Episódio do Navio Justine", que levava trabalhadores alemães para a Austrália, os quais, devido aos maus tratos a bordo, revoltaram-se, obrigando o comandante do navio a aportar no Rio de Janeiro. Tomando conhecimento do fato, Koeler entrou em entendimentos com as autoridades e conseguiu o desembarque destes trabalhadores no Brasil, para serem aproveitados nos tabalhos de restauração do Atalho do Caminho Novo.

Com a criação da colônia, Koeler é designado para dirigir as duas repartições da mesma: a "Diretoria da Colônia" e a "Superintendência da Imperial Fazenda", a 1 ª subordinada ao governo provincial e a 2 ª subordinada à Mordomia.

Como conseqüência de um atentado contra a vida de Paulo Barbosa, embora o mesmo não tivesse se concretizado, foi o Mordomo afastado do país, como medida de segurança, e enviado como embaixador na Rússia. Com o afastamento de Paulo Barbosa, Koeler perdeu um precioso aliado, até porque para o seu lugar foi nomeado José Maria Velho da Silva, inimigo de Koeler que o acusa de um desvio de verbas na Superintendência da Imperial Fazenda, fato que levou Koeler a demitir-se.

Em 21 de novembro de 1847, Koeler em companhia de um grupo de amigos, em sua chácara no Valparaiso, participava de um exercício de tiro ao alvo, quando foi ferido pela arma de um dos atiradores, falecendo em conseqüência, naquele mesmo dia, após prolongada agonia.

A morte de Koeler provocou uma série de controvérsias que parecem ter sido definitivamente esclarecidas pelo Dr. Antônio Izaias da Costa Abreu, em seu interessante livro A Morte de Koeler, quando afirma que o autor da morte do Major foi Francisco Alves de Brito e não Francisco Alves de Brito Maia, como alguns afirmavam e que "a morte ocorreu de forma acidental". (11) 

(11) ABREU, Anônio Izaias da Costa. A Morte de Koeler: a tragédia que abalou Petrópolis. Petrópolis: Fundação Petrópolis de Cultura, Esporte e Lazer, 1996, p. 85.


Francisco Alves de Brito, cumpre lembrar, esteve em julgamento por duas vezes, em Petrópolis e em Estrela, sendo sempre absolvido.

Koeler foi sepultado no antigo cemitério que então se erguia, onde hoje é o Convento dos padres franciscanos, dali transferido para o atual cemitério e, finalmentente, transferido para o monumento erguido em sua homenagem na Praça Princesa Isabel.

Ao mesmo tempo em que fazia o levantamento topográfico e traçava o plano urbanístico, Koeler foi elaborando o projeto do palácio imperial e de suas dependências, inclusive a primitiva igreja que funcionou como matriz até 1926, defronte ao palácio.

Os prazos da Vila Imperial foram aforados a pessoas que D. Pedro II desejava ter como vizinhos: nobres da Corte, diplomatas e homens de negócios.

Em torno da Vila Imperial, Koeler traçou os quarteirões coloniais, dando-lhes os nomes das localidades alemãs de onde procediam os colonos: Renânia, Westphália, Mosela, Bingen, Siméria etc.

Fato digno de nota é que o regulamento urbanístico elaborado por Koeler foi, na verdade, o primeiro código de obras petropolitano. Suas principais disposições são as seguintes:

a) concessão de terrenos em quadrilongos de 5 braças de frente por 10 de fundo (55 X 110 metros aproximadamente);
b) proibição de subdividir os prazos;
c) obrigação de construir dentro de 2 ou 4 anos;
d) prévia aprovação da fachada dos prédios;
e) construção de calçada com 10 palmos de largura em alvenaria, no prazo de 1 ano e em pedra no prazo de dois anos;
f) obrigação de cercar ou murar os prazos, dentro de 1 ano no máximo.

Concepções urbanísticas consideradas hoje modernas foram utilizadas por Koeler já naqueles recuados tempos como a de aproveitar os cursos d'água, para traçar ao longo de suas margens as avenidas da Vila Imperial e as ruas de acesso aos bairros circundantes.

O Dr. Guilherme Pedro Eppinghaus, numa de suas conferências, pronunciada a 28 de junho de 1969, afirmou que:

Koeler, em seu projeto, previu, com mais de um século de antecedência, a dilatação horizontal da cidade, expandindo-se pelo vale do Piabanha e seus afluentes. Mais ainda, Koeler manifestou em seu projeto profunda preocupação com a devastação das matas, erosão nas encostas e suas conseqüências danosas com o escoamento das grandes precipitações pluviométricas, que à época já se faziam sentir com as chuvas de verão. Daí, com a profundidade dos lotes pretendia evitar estes problemas, sendo a subdivisão em profundidade, processada posteriormente, a causadora dos deslizamentos e da queda de barreiras (12). Foi Koeler, é preciso que se reconheça, um homem à frente e acima do seu tempo, que, como muito bem acentuou Guilherme Auler, "[...] em todos os setores, foi incansável, pertinaz e zeloso. A tudo previu, deu assistência e esteve presente [...]". (13)

(12) EPPINGHAUS, Guilherme Pedro. Anuário do Museu Imperial. Petrópolis, 1960-1970, p. 8 e 13. 
(13) AULER, Guilherme. Documentos de Julio Frederico Koeler. Tribuna de Petrópolis. Petrópolis, janeiro de 1995.


A COLONIZAÇÃO ALEMÃ

Após as guerras napoleônicas, a Alemanha atravessou um período de terrível crise. O povo estava exausto das longas guerras, os camponeses endividados, a indústria paralisada, os impostos indiretos aumentando sempre. Em conseqüência, "a discórdia reinava por toda parte" (14), contribuindo para que os camponeses, atraídos pela sedução do continente novo, emigrassem à procura de melhores condições de vida.

(14) LACOMBE, Américo Jacobina. A Colonização Alemã. Geopolítica dos Municípios. Rio de Janeiro, 1957, p. 58.


No Brasil, as autoridades provinciais desenvolviam um intenso plano de colonização estrangeira, a partir da Lei Provincial n º 56, de maio de 1840, autorizando o governo a promover o estabelecimento de colônias agrícolas e a adquirir terras a fim de loteá-las aos colonos.

Em 1844, o Presidente da província fluminense Aureliano de Sousa e Oliveira Coutinho, Visconde de Sepetiba, assinou um contrato com a firma Charles Delrue & Cia., de Dunquerque, para que fossem contratados imigrantes para trabalhar nas obras que encetava. Os contratadores, dando uma interpretação liberal a uma cláusula do contrato, ao invés de remeterem colonos alemães, especializados na abertura e melhoramento das estradas, enviaram famílias inteiras, cujos integrantes, na sua maioria, não possuíam a especialização pretendida.

A propaganda na Alemanha foi exagerada, prometendo-se maravilhas no Brasil, deslocando-se para o Brasil famílias inteiras.

Aureliano Coutinho, não tendo condições de alojar tantas pessoas, recorreu a Paulo Barbosa, na esperança de que este pudesse alojá-los na Fazenda Santa Cruz, ou nas imperiais Quintas. Paulo Barbosa, conhecendo o plano do Major Julio Frederico Koeler de criar em Petrópolis uma colônia agrícola "capaz de suprir a capital de diferentes espécies de frutas e legumes da Europa" (15), acertou com este a vinda dos colonos para Petrópolis. Os primeiros colonos alemães, chegaram ao Rio de Janeiro a 13 de junho de 1845, a bordo do navio "Virginie", sendo posteriormente transportados do Arsenal de Guerra da Corte, em faluas, para o Porto da Estrela, e daí a pé, fazendo escala pela Fábrica de Pólvora e no Meio da Serra, até a Fazenda do Córrego Seco, onde chegaram a 29 de junho de 1845.

(15) ADÃO, Claudionor de Souza. Como nasceu e cresceu Petrópolis. A Noite. Rio de Janeiro, 30 de novembro de 1957, p. 17.


Aqui chegados os colonos, cada casal recebeu um prazo de terras que lhe foi aforado em enfiteuse pérpetua, cujo foro, variável segundo o tamanho e a localização do lote, seria pago a partir do oitavo ano e, no caso de venda de seu terreno, outra taxa percentual ao lucro da venda denominada laudêmio.

O povoado foi surgindo graças ao labor, à tenacidade e à operosidade dos colonos alemães, cujos costumes ordeiros foram objeto de grandes elogios por parte de Aureliano Coutinho, por ocasião de sua visita à Colônia, e do próprio Koeler que aos mesmos assim se referiu "[...] São os colonos pessoas laboriosas, honestas, amigas da boa ordem, respeitadoras da lei e muito religiosas [...]". (16)

(16) KOELER, Julio Frederico. D.C. n º II - 34, 18,35, do acervo da Biblioteca Nacional.


O sonho da colônia agrícola logo se dissipou, mas não tardaram a surgir as primeiras manufaturas, preconizando o futuro industrial de Petrópolis.

Definição de termos:

· Enfiteuse: Direito real alienável e transmissível aos herdeiros, e que confere a alguém o pleno gozo do imóvel mediante a obrigação de pagar um foro anual.
· Foro: Quantia que o enfiteuta de um domínio útil paga anualmente ao proprietário de um imóvel.
· Laudêmio: Pensão ou prêmio que o foreiro paga ao senhorio direto, quando há alienação (cessão de bens) do imóvel por parte do enfiteuta.

CONTRIBUIÇÃO DA IMIGRAÇÃO ESTRANGEIRA

Os primeiros povoadores do solo petropolitano eram portugueses, que se estabeleceram no vale do Piabanha e criaram muitos sítios e fazendas às margens do Atalho do Caminho Novo.

Em 1843, logo após a fundação de Petrópolis, imigrantes açorianos, contratados pelo governo provincial, vieram trabalhar nas obras de conservação e melhoramento da Estrada da Serra da Estrela, transformando o velho caminho tropeiro em carroçável.

As décadas de 1850 e 1860 marcam a intensificação da imigração portuguesa com a chegada de um grande contingente de trabalhadores açorianos para as obras da Estrada União e Indústria, assim como para a agricultura.

Inúmeros imigrantes portugueses tiveram participação ativa na vida de Petrópolis nos primeiros tempos, entre os quais destacamos:

Manoel Vieira Afonso, proprietário de uma fazenda em Sardoal e, por volta do ano de 1800, da histórica fazenda do Córrego Seco; Antonio José Corrêa Lima, que durante 41 anos foi agente da "Agência Postal", instalada na colônia em 1848; Guilherme e Henrique Kopke que chegaram ao Brasil logo após a Independência. O 1 º , engenheiro, a pedido do irmão projetou e construiu o edifício para o Colégio Kopke que seria o primeiro a funcionar em Petrópolis, o 2º, advogado, foi o diretor do referido Colégio e chegou a naturalizar-se brasileiro; Monsenhor Benedito Moreira, dirigiu um colégio que em 1881, passou a funcionar no edificio Kopke, no qual foram educados centenas de jovens; os Padres Paiva, que adquiriram na Westfália uma chácara, onde construiram um grande edifício, mais tarde transformado em Seminário pelos padres Lazaristas; Bartolomeu Pereira Sudré, o fundador da imprensa petropolitana, com o jornal " O Mercantil", fundado em 1857 e que foi publicado até 1892; Augusto Emílio Zaluar, fundador de "O Paraíba", periódico que contou com renomados colaboradores; Amaro Emílio da Veiga, que conseguiu, como deputado provincial, a aprovação da lei que elevou Petrópolis à categoria de cidade.

Em 1843, o Presidente da Província do Rio de Janeiro, Caldas Viana, contratou 59 imigrantes franceses para trabalhar nos melhoramentos da Estrada da Serra da Estrela, sob a direção do engenheiro Carlos Rivera, também de nacionalidade francesa.

Entre os franceses que nos primeiros tempos muito contribuiram para o progresso local destacamos: João Batista Binot que se dedicou a floricultura, instalando-se com uma chácara no quarteirão Nassau; Dr. Napoleão Thouzet, médico, que instalou a 1 ª casa de saúde particular de Petrópolis e prestou relevantes serviços à população local durante uma epidemia de cólera; Dr. Tomás Charbonier, médico, que financiou a construção de um grande prédio à Rua do Imperador, onde, em 1847, se instalou o Hotel Bragança; Antonio Court, fundador do Imperial Estabelecimento Hidroterápico (Duchas), no Quarteirão Nassau, que nada devia aos similares da Europa; Pe. Nicolau Germain, vigário da paróquia de São Pedro de Alcântara que promoveu a criação do Asilo e do Colégio Santa Isabel; Antonio João Morin, que se estabeleceu com grande pastagem de animais de montaria para aluguel, na região do Palatinado.

A contribuição dos imigrantes italianos foi muito significativa para o desenvolvimento artesanal e industrial de Petrópolis.

Os primeiros chegados a Petrópolis instalaram-se no Quarteirão Siméria, dedicando-se à comercialização do carvão vegetal.

Com a fundação em 1873 (?) da Fábrica de Tecidos Petropolitana, em Cascatinha, pelo cubano Bernardo Caymari, foram contratados numerosos operários italianos. Os que não foram aproveitados pela fábrica deram início a um ativo artesanato, como sapateiros, carpinteiros, eletrecistas, alfaiates etc.

Tiveram ainda os italianos um papel fundamental na área do comércio e da indústria de alimentos e sua presença ficou marcada em nossa cidade pelas Sociedades Beneficientes de Socorro Mútuo.

Dentre os que muito contribuiram para o desenvolvimento de Petrópolis nos primeiros tempos destacamos: Luis Berrini que, associado aos irmãos Calógeras, assumiu a concessão da Estrada de Ferro Princípe do Grão Pará, garantindo o prosseguimento da arrojada obra até São José do Rio Preto; Sílvio Pazzaglia, escultor, realizou importantes trabalhos artísticos como as cúpulas e as figuras míticas ornamentais da fachada do prédio da Câmara Municipal; Eduardo Capitani que introduziu a tecelagem de seda na Fábrica Santa Helena, no Morin, exercendo também em Petrópolis a representação consular da Itália; Luigi Mora, que em 1903, num barracão da Rua Bernardo de Vasconcellos, fundou a Cervejaria Mora., cujos produtos se tornaram famosos; Umberto Salvini que se destacou na fabricação de sapatos finos e muitos outros.

Os imigrantes ingleses foram grandes incentivadores da hotelaria e do turismo em nossa cidade. Assim, Henrique Carpenter, fundou o Hotel Inglês, frequentado pela alta sociedade dos primeiros tempos de Petópolis;. Tomás Land, possuiu um Hotel na Presidência e desenvolveu a Empresa de Diligências da Serra; Jorge Beresford, foi proprietário do Hotel Beresford, localizado onde hoje fica o Palácio do Grão Pará.

Suiços, Belgas, Libaneses, Israelitas e Cubanos, também contribuiram para o progresso de Petrópolis.

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