digitação utilizada para inclusão no site:
30/11/2011

(Crônica lida no Programa “Cicerone da Cidade”, de Petrópolis Rádio Difusora, apresentando por Rodolfo Bergirchner).
Revista do Instituto Histórico de Petrópolis – 1982 - pág. 63 -
Acervo Histórico de
Gabriel Kopke Fróes – Via Internet – www.earp.arthur.nom.br -
arquivo
exp 06001 – RG 11433 - 30/11/2011

Jornal de Petrópolis, 20/10/1969, suplemento
Acervo Histórico de
Gabriel Kopke Fróes – Via Internet – www.earp.arthur.nom.br
- arquivo cm5003b, RG 4165 - 30/11/2011

Origem e Denominação Morin

Guilherme Eppinghaus

Quanto a origem da denominação MORIN ao bairro da zona sul da cidade de Petrópolis é possível afirmar sem receio de errar, que ela tem procedência no sobrenome do Major da Guarda Nacional da corte e cidade do Rio de Janeiro, Antônio João Morin, que, ainda no tempo de Koeler, adquiriu 5 prazos com frente na estrada que atravessava o Quarteirão, conhecida a seguir como Caminho do Morin. Quanto aos números dados aos prazos em apreço, têm eles os seguintes: 2626, 2627, 2628, 2629 e 2631 com área total de 2.365,00 braças quadradas, o que corresponde a 11.446,60m².

Quanto à finalidade principal da compra, ao que tudo indica, pretendia ter uma propriedade de recreio, com a compensação das despesas de custeio imprescindíveis a esse fim. Vejamos, em resumo, os dados, que constam nas páginas 155 e 156, publicados no Volume I dos Trabalhos da Comissão do Centenário de Petrópolis, em 1938.

O Major Antônio João Morin instalou em terras do Palatinato Superior, uma fazendinha provida principalmente de árvores frutíferas, dispondo também de pastagens que alugava, recebendo animais a trato.

A estrada que atravessava o quarteirão foi se tornando conhecida como o caminho do MORIN. O nome ampliou-se, dominou o bairro e quase estendeu-se ao rio, cujo nome é Palatino que até hoje conserva.

Na publicação intitulada “Toponímia Urbana de Petrópolis”, exaustiva e muito útil trabalho do historiador Gabriel Kopke Fróes e seu dedicado e eficiente colaborador Tito Livio de Castro, verifica-se que a Prefeitura Municipal em 1922, denominou Avenida General Marciano Magalhães a artéria que corta o bairro.

Esta via de comunicação tem hoje muitas ramificações, entre elas ruas, vilas e caminhos, como a Almirante Aristides Mascarenhas, e Augusto Severo, a Coronel Batista da Silva, a Dr. Públio de Oliveira, a Pedro Ivo, a Bezerra de Menezes, a Cristina, a Dr. Sérvulo Lima, a Gabriel José de Barros, a Prof. Eugênio Werneck e na parte alta, a Lugano, a Locarno, a St. Moritz, a Lucerne e a Neuchatel.

Por uma publicação de 28-11-1884, o Major Morin fez questão de frisar que adquiriu a propriedade por compra a foreiros, não a recebendo portanto a qualquer outro título.

Quanto a sua existência, nasceu em 2-12-1794 e faleceu em 14-02-1886; viveu assim 92 anos.

Seus herdeiros, em 1891, venderam os 5 prazos; os adquirentes foram: Cipriano de Souza Freitas, Manoel da Costa Franco, Luiz de Freitas Guimarães e Jerônimo de Freitas Guimarães.

Por curiosidade, merece registro: na primeira publicação citada ainda há menção a um professor francês MORIN, que lecionava no Colégio S. Luiz, de propriedade dos professores Antônio Afonso de Almeida Albuquerque e José Ferreira de Paixão, que funcionou em 1870 no antigo prédio onde hoje está instalado o Convento N. S. de Lourdes.

Em 1885 também trabalhava um engenheiro, Felício Morin, atuando na Estrada de Ferro Grão Pará, no prolongamento para S. José do Rio Preto.

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