Instituto Histórico de Petrópolis
 24/09/1938
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31/07/2000
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digitação utilizada para inclusão no site:
16/12/2011

Grande Hotel - Petrópolis - (Parte 3/5) (parte 1/5, 2/5, 3/5, 4/5, 5/5)

Elizabeth Maller

O Grande Hotel foi palco de varias comemorações. Eram realizadas festas de fim de ano, soirées e matinês carnavalescas, conforme retrata a Revista Ilustrada de n.º 152 de 03.03.1933.

O Grande Hotel viveu décadas de glamour, mas com a proibição do jogo em nosso país, e a possibilidade através do aumento de poder aquisitivo das pessoas que se hospedavam em hotéis durante suas viagens, de adquirir um imóvel em nossa cidade, os chamados veranistas fizeram o Grande Hotel viver um período de dificuldades.

Após a morte do Coronel Jeronymo Ferreira Alves, a então viúva aumentou o aluguer do Grande Hotel para 10.000$000 e a pouca procura contribuíram para seu processo de estagnação.

O Grande Hotel foi durante algum tempo administrado pelo Sr. Zanardi Galiano. E após a morte da viúva D. Margarida o espólio da família tentou sem sucesso continuar a explorar o hotel, mas divergências acerca da abertura de lojas no andar térreo aceleraram seu fechamento.

Grande Hotel funcionou durante aproximadamente três décadas até encerrar definitivamente suas atividades.

O PATRIARCA

A historia do Patriarca se mistura à historia de muitos brasileiros que sonham prosperar e acreditam que só através do trabalho isso pode ser possível.

Antônio Augusto da Silva nasceu em Brás Pires, Cataguases, Minas Gerais, no dia 23.11.1930, filho primogênito de Cirilo Augusto Ferreira da Silva e Zita de Lourdes Monteiro da Silva.


Antônio Augusto da Silva (Acervo da família)

Sua infância, no sitio da família, foi bastante difícil, as dificuldades do dia a dia eram muitas, trabalhando como lavrador, ajudava ao pai e assim permaneceu até casar-se com D. Judith Xavier Ghuidini em 04 de janeiro de 1954.


D. Judith Xavier Ghuidini e Antônio Augusto da Silva  - 1954
Acervo da família

Mudou-se para Petrópolis em 1958, a convite de um primo de nome Rui, e seu primeiro emprego na cidade, foi num laboratório de análises.

Preocupado em melhorar seus conhecimentos, matriculou-se no Colégio Carlos A. Werneck, onde cursava contabilidade.


Judith e Antônio   - 1966  (Acervo da família)

Neste período já haviam nascido os filhos, Cirilo, Denis e Denise. Cleise nasceu anos mais tarde. Foram tempos difíceis, mas a vontade de prosperar era mais forte e isso o impulsionou a montar uma bombonière, de nome “Café Carangola”, com capital emprestado do primo e algumas economias.

O negócio não deu certo, e decidido a se tornar um comerciante bem sucedido, por volta de 1960, o Patriarca decidiu montar uma sapataria e deu a ela o nome “Mascote”, devido ao tamanho da loja.

Costumava ele mesmo ir ao Rio de Janeiro, viajando de ônibus, para renovar seu estoque de mercadorias; muitas vezes armazenou as caixas vazias nas prateleiras, para parecer que seu estoque era muito maior.

Adotou como filosofia de vida economizar, mas sempre se preocupou com o bem-estar e com a formação dos filhos, queria vê-los bem posicionados na vida.

Sempre buscou a união dos filhos. Homem de hábitos simples, seu primeiro endereço em nossa cidade foi uma casa pacata na Rua Visconde do Bom Retiro, cujas instalações eram precárias.

O segundo endereço da família foi uma casa de vila na Rua Paulino Afonso, embora simples, era própria. A vida estava melhorando. Mais ainda era preciso economizar.

As crianças Cirilo, Denis, Denise e Cleise estudaram em colégios tradicionais da cidade, com bolsa de estudos oferecida pela escola.

 

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