digitação utilizada para inclusão no site:
22/08/2001

Exemplar existente na Biblioteca Municipal:
2001
(com nova apresentação gráfica e correções da edição de 1995)

Tribuna de Petrópolis:
27/08, 10/09/1994
(com quadros ilegíveis)
25/09, 02, 09, 16/10/1994
(com algumas incorreções)

RIOS DA CIDADE DE PETRÓPOLIS - CURSO E ESQUEMA DO RECEBIMENTO DOS AFLUENTES E ORIGEM DOS NOMES

Arthur Leonardo de Sá Earp

Com base em escritos de José Nicolau Tinoco de Almeida, Paulo Monte, Guilherme Eppinghaus, José Kopke Fróes, Lourenço Luiz Lacombe, Henrique Rabaço, entre outros, e em consequência de observação cartográfica e direta, elaborei um esquema para mostrar o curso dos rios das principais bacias da cidade de Petrópolis e a localização dos pontos de encontro dos afluentes, com referências atualizadas.

O trabalho, embora visando a ser completo na informação de dados, busca antes a simplicidade para possibilitar o conhecimento fácil e a consulta rápida. Não tem a pretensão de ser o máximo sob algum aspecto, mas a de ser mais um instrumento na formação do homem petropolitano.

EXPLICAÇÕES SOBRE A COMPOSIÇÃO DOS ESQUEMAS

O percurso do rio principal e dos afluentes está indicado pelo nome das localidades e das vias públicas mais próximas, escrito entre colchetes [ ... ].

Outras informações também são colocadas neste espaço entre colchetes [ ...].

No esquema, suponha-se que as águas correm do topo da página para o pé e das laterais para o centro, o que permite definir imediatamente as nascentes e as margens direita e esquerda de cada curso d'água. As flechas gráficas procuram tornar isto mais evidente e revelar as exceções. As margens são identificadas tomando-se observador que dê as costas para a nascente do rio e olhe no sentido para onde vão as águas.

A expressão "capeado" é usada para indicar que o curso d'água foi total ou parcialmente coberto e não é inteiramente visível.

O local onde o afluente deságua no principal está sumariamente descrito entre parêntesis ( ... ) na margem oposta àquela onde o fato ocorre.

Os tributários dos afluentes estão marcados com asterisco * e enquadrados. A inscrição do seu nome acima ou abaixo do afluente respeita a margem do afluente que recebe o tributário.

CURSOS E ESQUEMAS, na ordem crescente das dimensões da bacia, estão nos textos com os títulos:

Rios da Cidade de Petrópolis - Rio Palatino;

Rios da Cidade de Petrópolis - Rio Quitandinha;

Rios da Cidade de Petrópolis - Rio Piabanha.

ORIGEM DO NOME DOS AFLUENTES

A fim de completar as informações esquemáticas sobre os rios de Petrópolis, preparei um resumo referente à origem do nome dos afluentes, feito com o mesmo espírito de facilitar o início de pesquisa.

Serviu de base para o resumo aquilo que escreveu Antônio Machado em "Nomenclatura Urbana de Petrópolis" (in Volume I dos Trabalhos da Comissão do Centenário), parcialmente reproduzido na crônica "Petrópolis e sua nomenclatura fluvial", publicada sob o pseudônimo de João Fernandes na Tribuna de Petrópolis de 1º de janeiro de 1937.

De modo geral, Koeler homenageou amigos e homens públicos de sua época.

No tocante aos principais rios, valem algumas observações.

Piabanha é denominação anterior a Petrópolis, de origem indígena, significando peixe fluvial da família dos caracídeos ou caracinídeos, de corpo fundo, escamado e maxilares fortes, talvez um dia abundante nas águas deste rio serrano.

Quitandinha, também de antes da fundação, deriva da localização das nascentes na fazenda homônima, rica em produtos agrícolas e dotada de uma quitanda para vendê-los.

Palatino vem da palavra latina palatinus, que quer dizer "palaciano", "do palácio", "imperial", "real". O nome foi dado por Koeler para substituir o de Córrego Seco porque suas águas, depois de banhar os Quarteirões Palatinato Superior e Palatinato Inferior, entravam na Vila Imperial e seguiam no trecho final junto ao terreno do palácio na parte dos jardins que ia até a Rua do Imperador. Este contato palaciano desapareceu mais tarde, quando os limites dos jardins foram recuados para permitir a remodelação que, entre outras novidades, formou a porção leste da Praça D. Pedro, de denominação hoje destacada daquela e dita Praça dos Expedicionários. O encontro do Palatino com o Quitandinha, na Rua do Imperador, na altura das duas praças e do Obelisco, ainda é chamado pelos mais antigos de "a bacia".

ORIGEM DOS NOMES, em resumo ordenado alfabeticamente de acordo com a designação dos afluentes está no texto com o título:

Rios da Cidade de Petrópolis - Origem dos Nomes.

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